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A PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS BRASILEIRAS

28-07-2014
Postado por Equipe Innovare em Innovare

Uma pesquisa realizada pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), em junho de 2014, com 33 dos principais dirigentes das organizações filiadas, revela que 82% dos entrevistados têm a percepção de que o não existe investimento em gestão para criar um ambiente que resgate a produtividade e a competitividade das empresas e do país como um todo. O estudo contou com 20 organizações de grande porte, 10 de médio e 3 de pequeno, sendo 41% do primeiro setor, 37% do segundo setor e 22% do terceiro setor.

Dos entrevistados, 64% consideram a estrutura do sistema de gestão de suas empresas como gerenciada e otimizada, com indicadores consistentes, metas e planos baseados em dados e processos integrados e alinhados. No entanto, 30% consideram sua empresa organizada e bem estruturada, contando apenas com os processos principais definidos, procedimentos padronizados e início do uso de indicadores. Por fim, 6% analisam a estrutura como informal, com ausência do conceito sistêmico de processo.

Quando questionados sobre o que mais dificulta a produtividade e a competitividade da sua organização, as principais queixas foram: elevada carga tributária, burocracia governamental e altos encargos trabalhistas. Além disso, a maioria dos respondentes (79%) acredita que não há um alinhamento entre os esforços de gestão do setor público e privado, vendo as iniciativas do setor privado como mais evidentes.

Do total dos entrevistados, 82% afirmam que os líderes das suas organizações reconhecem o que precisa ser feito para alcançar a maturidade na gestão. Para isso, essas organizações contam com um investimento específico para aprimoramento da gestão: 20 empresas com uma média de até 3% de investimento, 5 entre 3% e 5% e outras 5 acima de 5%, finalizando com três não respondentes.

Para o superintendente-geral da FNQ, Jairo Martins, os resultados da pesquisa mostram que a evidente baixa produtividade das organizações e a perda de competitividade do País estão diretamente relacionadas com os elevados ‘Custos Sistêmicos do Brasil’. Este, adicionado ao ‘Custo Corrupção’, têm afastado o Brasil dos mercados globais, que estão ávidos a investir.

“É preciso o alinhamento dos Setores Público, Privado e da Sociedade, de forma sistêmica, para que tomemos definitivamente a trilha do desenvolvimento econômico duradouro e sustentável”, reforçou. Segundo Jairo, a adoção de medidas pontuais tem sido responsável pelo desmantelamento da economia brasileira.

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